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Simulação Aeródromo - RBAC 161

 

No Mundo

Os aeródromos (aeroportos e heliportos) são estratégicos para as cidades. Porém, o ruído gerado é uma significativa fonte de poluição, que obriga as agências reguladoras a pesarem a questão ambiental contra o desenvolvimento urbano.

Nos Estados Unidos, a FAA (Federal Aviation Administration) regula as ações aeroportuárias através da regulamentação FAR Part 150, que trata dos Programas de Compatibilização de Ruído de Aeroportos.

Na Europa e em diversos outros países, entre eles o Brasil, a regulamentação do tema é feita pelo ICAO (International Civil Aviation Organization) através do Anexo 16.

Ambas as agências entendem que as ações preventivas são a melhor forma de lidar com a questão do ruído, através da projeção dos cenários futuros. Há ainda consenso que a ferramenta de modelagem computacional mais adequada e internacionalmente aceita é o INM – Integrated Noise Model, desenvolvido pelo FAA.

No Brasil

A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), signatária do ICAO, regula a questão do ruído aeroportuário através do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil - RBAC 161, que determina que os aeródromos possuam seus respectivos Planos Específicos de Zoneamento de Ruído -PEZR.

O PEZR é um documento que estabelece as curvas de ruído, 85, 80, 75, 70 e 65 dB, e pretende harmonizar a legislação municipal de ocupação do solo e de zoneamento de ruído.

Modelamento de Aeródromo
A simulação usualmente retrata a condição atual de operação e os cenários futuros, que consideram o aumento da taxa de ocupação da infraestrutura existente e por vezes consideram também a ampliação das instalações.
O modelo de computacional se baseia na construção do mapa virtual com a região de interesse, incluindo o aeroporto, suas pistas e as definições das cabeceiras. Então, são definidos os modelos de aeronaves, as quantidades de operações ano de cada modelo e as respectivas rotas.
Cada cenário futuro é simulado separadamente e tem como base as operações típicas ao longo de um ano. Essas operações são distribuídas estatisticamente e consideram, entre outros, os seguintes parâmetros:

  • Físico-ambientais: Temperatura, Altitude do campo, Comprimento da pista
  • Operacionais: Perfis de pouso e decolagens disponíveis para cada cabeceira; Predominância de uso das cabeceiras; Número total de operações/ano Número de operações por tipo de aeronave
  • Das aeronaves: Modelo, Tipo de motor, Peso Decolagem / Pouso, Velocidade de rotação (VR), Altitude de Aceleração (QNH), Razão de subida e descida
  • Autoridades aeroportuárias
  • Concessionários de serviços aeroportuários

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